Proposta Institucional · Maio de 2026
Microcosmos de Inovação BR-319 — Nota de Sensibilização ao MGI
A Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por meio do Instituto de Natureza e Cultura (INC) e da rede INPACTAS, apresenta ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos o Projeto Microcosmos de Inovação BR-319 — uma proposta integrada de fortalecimento de capacidades institucionais e bioeconomia nos 16 municípios da área de influência da rodovia, articulada via metodologia Microcosmos (Hero Amazonia + INPACTAS), com governança municipal já consolidada em Benjamin Constant e cobertura técnica acadêmica nas demais localidades do eixo.
1. Diagnóstico Territorial
O eixo da BR-319 concentra 16 municípios com baixa capacidade institucional, alta vulnerabilidade produtiva e ausência de estruturas formais de inovação. O diagnóstico do AAE BR-319 (INPA/UFAM/INFRA S.A.) identificou três cadeias produtivas estáveis e viáveis — açaí, castanha-do-Brasil e palmito — que constituem a base estratégica de uma transição para bioeconomia de alto valor agregado, em alternativa explícita a modelos extrativistas e à expansão da pecuária.
1.1 O eixo da BR-319 em números
Além da vulnerabilidade produtiva, o território enfrenta um déficit severo de governança de infraestrutura. A expansão urbana desordenada e o alto custo logístico para aquisição de materiais de construção convencionais (cimento e tijolos cerâmicos industriais) limitam o desenvolvimento econômico e aumentam os passivos ambientais nos 16 municípios do eixo. A carência de diretrizes técnicas para vias locais e ramais intensifica processos erosivos e o assoreamento de rios, demandando soluções de baixo custo adaptadas à realidade amazônica — frente que esta proposta integra ao modelo Microcosmos como Componente 06.
“A área de influência da BR-319 conjuga fragilidade institucional, ausência de estruturas formais de fomento à inovação e cadeias produtivas estáveis com elevado potencial de agregação de valor — condição que torna o eixo simultaneamente vulnerável e estratégico para a política federal de desenvolvimento regional amazônico.”
— Síntese do Diagnóstico Integrado AAE BR-319, INPA/UFAM/INFRA S.A., 20262. A Proposta
A UFAM propõe não criar do zero, mas transferir e adaptar, em escala, o modelo Microcosmos já operante em Benjamin Constant — com governança municipal consolidada, INPACTAS como operador técnico, UFAM como âncora acadêmica e Hero Amazonia como provedora da metodologia internacional — para os demais municípios do eixo da rodovia, respeitando a heterogeneidade territorial. A estratégia é bottom-up, ancorada na infraestrutura existente nas sedes universitárias, e gera resultados de curto prazo sem depender de investimentos massivos iniciais (em contraste explícito com o modelo de parques tecnológicos convencionais).
2.1 Pilotos satélite e municípios-base
A proposta não ataca os 16 municípios simultaneamente. Adota um modelo de cidades satélite: começa por municípios com maior infraestrutura institucional preexistente, que servem de base para a irradiação regional. Os pilotos identificados são Humaitá (com sede universitária UFAM e papel histórico de polo do sul do Amazonas) e Manicoré (segundo nó institucional do eixo, com prefeitura estruturada e integração logística). Benjamin Constant atua como centro metodológico de referência, transferindo o modelo testado em quatro anos para os pilotos satélite.
2.2 Núcleo do ciclo: habilitação tecnológica (Fase 02 metodológica)
O eixo central do ciclo Microcosmos não é construção civil — é habilitação tecnológica de capital humano local. O público prioritário são docentes, servidores municipais como docentes, funcionários públicos, jovens empreendedores e líderes de cooperativas das cadeias do açaí, da castanha e do palmito. As competências-alvo são três: (i) inteligência artificial aplicada à gestão municipal e à cadeia produtiva; (ii) formulação de projetos para captação autônoma de fomento federal e estadual; (iii) gestão jurídica e contábil de negócios formais e cooperativas. A trilha de 8 meses é modular, com marcos intermediários de reconhecimento (certificações parciais a cada 2 meses) e mecanismo de acompanhamento contínuo para mitigar evasão. O resultado é capacidade instalada local que pode operar com autonomia após o fim do aporte federal.
2.3 Cadeias prioritárias de bioeconomia
A focalização nas cadeias do açaí, castanha-do-Brasil e palmito não é arbitrária. Decorre do mapeamento de cadeias estáveis do AAE BR-319 e da literatura de bioeconomia amazônica como vetores de alto valor agregado, com escalabilidade comprovada e capacidade de articular pequenos produtores em redes formais. A proposta é explícita: bioeconomia, não extrativismo; cadeias produtivas com agregação tecnológica, não repetição de modelos extensivos.
3. O Modelo Microcosmos
Microcosmos não é um programa, é um sistema operativo territorial. Articula a quíntupla hélice — governo, academia, empresa, sociedade civil e meio ambiente — em torno de problemas reais do território, com infraestrutura existente, em ciclos curtos e mensuráveis. A metodologia foi desenvolvida pela Hero Amazonia (Peru) e adaptada com a INPACTAS para o contexto da fronteira amazônica brasileira em Benjamin Constant.
3.1 A quíntupla hélice
Cada um dos cinco atores tem papel ativo e operacional dentro do ciclo Microcosmos — não há ator espectador. A capacitação combina servidores públicos, líderes empresariais, jovens empreendedores, lideranças comunitárias e gestores ambientais nas mesmas trilhas formativas, com Demo Day final aberto a representantes das cinco hélices e juri internacional.
Governo
Município articulador, gestor do Fundo de Inovação e comprador público inovador (SEMCTI + secretarias)
Empresa
MPEs, cooperativas e líderes empresariais que pactuam desafios reais e absorvem soluções no Demo Day
Academia
UFAM, IFAM e ICTs regionais — formação, validação metodológica e produção de dados territoriais
Sociedade civil
Jovens empreendedores, líderes comunitários e organizações de base — beneficiários e atores de validação
Meio ambiente
Gestores ambientais e cooperativas extrativistas das cadeias açaí/castanha/palmito — direcionamento bioeconômico
3.2 Os 6 componentes do programa
Ativação do Microcosmos · Governança
Alinhar atores e estabelecer regras de jogo. Mesas de trabalho da quíntupla hélice, assinatura de compromissos institucionais, desenho da agenda territorial de inovação.
Formação e Capacidade Humana
Gerar capacidade instalada local e cultura de inovação. Formação em metodologias territoriais com público misto — docentes, servidores municipais, jovens empreendedores e líderes comunitários —, identificação de líderes-semente, desafios reais com empresas e gargalos do território. Trilha modular com marcos de reconhecimento intermediários para mitigar evasão na fase de 8 meses.
Ativação Econômica Territorial
Aumentar competitividade empresarial e formalização. Programas de formalização progressiva, articulação com setores produtivos da bioeconomia (açaí, castanha, palmito).
Inovação e Empreendedorismo
Gerar novos negócios e soluções a problemas reais via parceria academia–município. Programa de pré-incubação estruturado que antecede o Demo Day: desenvolvimento de protótipos, validação com mercado, mentoria especializada e acesso a capital semente ampliado. Acompanhamento de spin-offs locais até a graduação.
Mecanismos de Fomento
Garantir capital catalisador para que o microcosmos gere fluxo. Fundos-semente piloto, incentivos tributários municipais (replicando o modelo do 1% do ISS de Benjamin Constant), compras públicas inovadoras.
Infraestrutura Resiliente e Tecnologias Sociais
Integrar engenharia civil sustentável ao modelo Microcosmos em duas frentes complementares — (i) gestão de infraestrutura municipal: capacitação técnica das prefeituras para planejamento de vias e drenagem com instrumentos simplificados e materiais naturais locais; (ii) unidades de produção solo-cimento: implantação de 16 unidades comunitárias de fabricação de tijolos ecológicos como tecnologia social, reduzindo dependência de insumos externos e gerando renda local. Transforma a gestão da infraestrutura em motor de bioeconomia, em diálogo com os ODS 9 e 11.
Governança da Rede e Transferência ao Estado
Garantir sustentabilidade após o fomento federal: papel da INPACTAS como hub regional, replicação do fundo de inovação via ISS, transferência formal à SEDECTI-AM ao final do período.
3.3 As 5 fases metodológicas (ciclo de 18 meses)
Cada ciclo Microcosmos opera em cinco fases sequenciais. O cenário integral (36 meses) executa dois ciclos em sequência com expansão territorial progressiva.
| Fase | Atividade | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Identificação de líderes — painéis e planos com representantes institucionais | 3 meses |
| 02 | Formação e treinamento — habilitação tecnológica intensiva (modular, com certificações parciais a cada 2 meses) e pré-incubação | 8 meses |
| 03 | Demo Day — apresentação de portfólio à quíntupla hélice (governo, empresa, academia, sociedade civil, meio ambiente) e a júri internacional | 1 mês |
| 04 | Líderes ressonadores e escalonamento — articulação quíntupla hélice | 2 meses |
| 05 | Consolidação e replicabilidade — graduação, diplomação, inserção produtiva | 4 meses |
| CICLO COMPLETO | 18 meses | |
3.4 Etapas do Componente 06 — Engenharia e tecnologia social
O Componente 06 opera em paralelo ao ciclo metodológico Microcosmos, com cronograma próprio de 36 meses estruturado em duas frentes complementares: o projeto de gestão técnica de infraestrutura municipal e o projeto de implantação das unidades comunitárias de produção solo-cimento. As duas frentes convergem na consolidação institucional final, transferindo metodologia e patrimônio às prefeituras e associações locais.
| Etapa | Frente · Atividade | Janela |
|---|---|---|
| Infra · 01 | Implantação e município-piloto — estruturação metodológica, articulação institucional e diagnóstico técnico em município-piloto para validação de procedimentos | Meses 1–6 |
| Infra · 02 | Expansão das investigações — ampliação dos levantamentos para os demais municípios, mapeamento de áreas críticas e estruturação de banco regional de soluções | Meses 7–24 |
| Infra · 03 | Consolidação das diretrizes — elaboração dos cadernos técnicos, fluxos de tomada de decisão e validação de soluções adaptadas ao contexto amazônico | Meses 25–30 |
| Infra · 04 | Consolidação institucional — transferência metodológica aos municípios, revisão final das diretrizes e encerramento técnico | Meses 31–36 |
| Solo · 01 | Implantação piloto — primeiras unidades produtivas, validação metodológica, estruturação operacional e logística, produção de material didático, início da capacitação | Meses 1–12 |
| Solo · 02 | Expansão regional — ampliação das unidades produtivas, replicação metodológica, fortalecimento das cadeias produtivas locais, expansão das capacitações | Meses 13–24 |
| Solo · 03 | Consolidação territorial — consolidação das unidades implantadas, ampliação do alcance territorial, fortalecimento das redes de produção, suporte técnico contínuo | Meses 25–36 |
4. Mapa Territorial das Ações
A figura abaixo apresenta a distribuição geográfica dos 16 municípios da área de influência da BR-319 e o cronograma progressivo de intervenção em três anos. Cada marcador detalha as ações específicas previstas e o ano de início. Use os filtros para visualizar a cobertura cumulativa do projeto.
5. Aderência à Agenda do MGI
Três razões pelas quais o Microcosmos BR-319 dialoga diretamente com as prioridades do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Inovação em serviços públicos municipais
A instalação de microcosmos fortalece a capacidade de gestão e inovação dos serviços públicos municipais no eixo, conectando-se diretamente à agenda do MGI de modernização administrativa e governo local mais eficaz. Benjamin Constant fornece os ativos prontos: fundo municipal de inovação via 1% do ISS, SEMCTI estruturada por lei, monitoramento territorial de ODS.
Fortalecimento de capacidades institucionais locais
A habilitação tecnológica de docentes, servidores municipais como docentes, funcionários públicos e líderes comunitários em IA, formulação de projetos e gestão jurídico-contábil dialoga com o eixo de capacitação e fortalecimento institucional do MGI — criando massa crítica para que cada município acesse autônomamente editais federais e estaduais.
Governo digital e dados territoriais
Os microcosmos geram dados sistematizados sobre tecido produtivo, formalização, empregos e impacto fiscal, alimentando sistemas de monitoramento federal e permitindo avaliação de políticas em tempo real para o eixo da BR-319 — em alinhamento direto com a agenda de governo digital e transparência do MGI.
Modernização da infraestrutura local · ODS 9 e 11
O projeto entrega guias práticos e materiais de baixo custo para que os 16 municípios do eixo gerenciem sua expansão territorial de forma autônoma e resiliente. As 16 unidades comunitárias de produção de tijolos solo-cimento, somadas aos cadernos técnicos de drenagem e pavimentação, transformam a gestão de infraestrutura em motor de bioeconomia local — em diálogo direto com os ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura) e 11 (cidades sustentáveis) e com a agenda federal de cidades inteligentes amazônicas.
Inovação em serviços públicos de habitação e vias
A transferência de tecnologia social para produção de materiais de construção em municípios remotos atua diretamente na redução do custo de obras públicas e da habitação popular. Substitui cimento e tijolos cerâmicos industriais por insumos naturais locais, descarboniza a construção, mitiga processos erosivos causados por vias mal planejadas e reposiciona as prefeituras como gestoras estratégicas — não apenas executoras — de suas obras de pequeno porte.
6. Robustez Técnica do Projeto
O Microcosmos de Inovação BR-319 parte de quatro anos de execução real em Benjamin Constant e mais de nove anos de operação da Hero Amazonia em ecossistemas de inovação latino-americanos. Não é experimento: é escalonamento de modelo testado em diferentes geografias da região, conduzido pela UFAM com arquitetura de governança documentada.
Proposta pronta para execução imediata
UFAM, INPACTAS, Hero Amazonia e Protec chegam ao Ministério com metodologia documentada, equipe formada, infraestrutura operante e referências internacionais do mesmo modelo — comprimindo o tempo entre aprovação e primeiros resultados verificáveis.
Metodologia validada em campo
Quatro anos de operação em Benjamin Constant, com 21 startups em operação, fundo municipal de inovação operante e premiações em editais SinapseBio, Capital Semente e Centelha. Resultados como prova de conceito do modelo a ser escalado pela UFAM no eixo BR-319.
Referência internacional — três territórios
A Hero Amazonia executa a metodologia Microcosmos em três territórios: Lima Este e Castilla/Piura (cidades costeiras) e Huánuco (território amazônico) — denominador comum: a predisposição de colaboração da quíntupla hélice. A trajetória demonstra amplitude territorial do modelo (urbano, costeiro e amazônico) e transferibilidade internacional. Rede com presença em 30+ cidades latino-americanas e 350 mil estudantes acompanhados.
Diagnóstico territorial integrado
O AAE BR-319 (INPA/UFAM/INFRA S.A.) já mapeou o território, identificou atores, mapeou as cadeias produtivas (açaí, castanha, palmito) e produziu o Diagnóstico Integrado — que serve diretamente de linha de base para esta proposta, sem necessidade de reconstrução de dados primários.
Modelo de governança municipal documentado
A Lei Municipal nº 1.434/2025 de Benjamin Constant institucionalizou a SEMCTI, criou o fundo de inovação via 1% do ISS e formalizou a articulação UFAM–Prefeitura–INPACTAS. Este é o template institucional a ser replicado nos demais municípios.
Orçamento com memória de cálculo
O orçamento foi dimensionado com base nos custos reais de operação da INPACTAS e da Hero Amazonia, ajustados para a logística amazônica. A memória de cálculo por rubrica está disponível para instrução técnica complementar ao MGI nos três cenários.
Mapa de sinergias — complementaridade, não sobreposição
A proposta não opera isolada nem concorre com programas federais existentes. Articula-se de forma complementar: SEBRAE (formalização e gestão MPE), INPA (base científica e diagnóstico territorial), FAPEAM (fomento estadual e bolsas), FINEP (capital de inovação), SUFRAMA (incentivos regionais), AAE BR-319 (INFRA S.A. — linha de base), agenda de bioeconomia do MMA e rede de ICTs da Amazônia. Cada parceiro cobre uma camada distinta da cadeia de inovação — provando ao avaliador federal que não há duplicação de recursos, e sim potencialização de cada real aportado pelo MGI.
6.1 Matriz de riscos e mitigações
A proposta antecipa explicitamente cenários adversos e define respostas concretas. A operação amazônica exige robustez logística, institucional e financeira — e a equipe técnica chega ao MGI com plano de mitigação documentado para cada risco material identificado.
| Risco identificado | Impacto potencial | Ação de mitigação |
|---|---|---|
| Conectividade à internet em zonas remotas do eixo | Atrasos na formação virtual; exclusão de participantes | Modalidade mista (presencial/virtual) e kits offline com conteúdo descarregável; agenda com semanas concentradas em sedes universitárias |
| Acesso rodoviário e fluvial em má conservação | Impossibilidade de assistência a workshops presenciais | Pontos de encontro alternativos em nós institucionais; transporte subsidiado; logística itinerante ribeirinha em municípios isolados |
| Baixo interesse e evasão dos atores | Baixa taxa de conclusão da Fase 02 (8 meses) | Marcos de reconhecimento intermediários (certificações parciais a cada 2 meses); envolvimento precoce de líderes locais; trilha modular |
| Rotatividade de pessoal nos municípios | Perda de continuidade institucional em transições políticas | Acordos formais (Lei Municipal nº 1.434/2025 como template); vinculação de mais de um servidor por entidade; SEMCTI como âncora institucionalizada |
| Atraso na liberação de fundos federais ou de cooperação | Paralisação de atividades planejadas | Fundo de contingência (rubrica explícita); fases com orçamento modular; cenário mínimo (R$ 3,93 mi) viável como aporte-ponte para início imediato |
7. Investimento e Plano de Aplicação
O dimensionamento orçamentário adota a estrutura de instrução técnica de projetos CNPq/FAPEAM, com rubricas explícitas e memória de cálculo. Apresentam-se três cenários de aporte, escaláveis a partir da mesma matriz percentual de aplicação — o que garante coerência metodológica entre escalas e flexibilidade na pactuação federativa.
7.1 Cenários de aporte
Pilotos satélite — Humaitá + Manicoré
Validação do modelo Microcosmos em dois municípios com infraestrutura institucional preexistente, com primeira unidade-piloto de produção solo-cimento. Formação de 50 a 80 líderes locais, primeiros convênios de quíntupla hélice, capital semente ampliado (15%) e linha de base de indicadores territoriais. Subtotal técnico R$ 3,46 mi · DOA Fundação 12% R$ 0,47 mi.
Expansão regional do modelo
Replicação estruturada em 6 municípios com perfis distintos, com 6 unidades de produção solo-cimento implantadas. Formação de rede de gestores municipais de inovação, três coordenadores locais por município, dados territoriais comparáveis e ativação das cadeias açaí/castanha/palmito. Subtotal técnico R$ 9,95 mi · DOA Fundação 12% R$ 1,36 mi.
Cobertura plena do eixo BR-319
Rede de microcosmos cobrindo os 16 municípios da área de influência, com 16 unidades de produção solo-cimento em operação plena. Ciclos sobrepostos de 18 meses (nova onda a cada 12 meses), transferência formal à SEDECTI-AM ao final e modelo replicável para outros eixos rodoviários amazônicos. Subtotal técnico R$ 15,10 mi · DOA Fundação 12% R$ 2,06 mi.
7.2 Plano de aplicação · Componentes 01–05 + Eixo transversal
A matriz percentual abaixo se aplica aos três cenários para os componentes do núcleo metodológico Microcosmos (01–05 + eixo transversal de governança da rede). Os valores ilustram a parcela correspondente desses componentes no cenário integral, com capital semente ampliado para 15% (recomendação operacional Hero Amazonia) e 3 bolsas de coordenadores locais de projeto (R$ 3.600/mês × 36 meses, integradas à rubrica de Bolsas e mentoria PF). O Componente 06 — Infraestrutura Resiliente tem dimensionamento separado, apresentado em §7.3. A consolidação dos dois blocos com DOA Fundação está em §7.4.
| Rubrica (CNPq/FAPEAM) | Aplicação | Valor (R$) | % subtotal |
|---|---|---|---|
| Bolsas e mentoria (PF) | Equipe gestora UFAM (2 PROFs · 36m), mentores especializados (10 · 12m), 3 coordenadores locais de projeto (R$ 3.600/m · 36m), coordenação acadêmica | 4.020.000 | 30,5% |
| Serviços de terceiros (PJ) | Plataforma digital (LMS, CRM, gestão), comunicação, consultoria jurídica de proteção de IP | 1.680.000 | 12,7% |
| Equipamento e material permanente (capital) | 16 microcosmos físicos: mobiliário, computadores, projetores, kits de prototipagem | 1.680.000 | 12,7% |
| Diárias e passagens | Logística intermunicipal amazônica (peso elevado vs. projeto urbano) | 1.680.000 | 12,7% |
| Auxílio financeiro a empreendedores | Capital semente ampliado: editais de pré-incubação com tickets maiores (R$ 25–50 mil · 40–60 startups locais) | 1.980.000 | 15,0% |
| Capacitação e eventos | Demo Day em cada município-base com júri internacional e quíntupla hélice, formação intensiva, materiais didáticos, graduação | 960.000 | 7,3% |
| Reserva técnica e administração | Contingência logística, taxas internas, custos administrativos UFAM | 720.000 | 5,5% |
| Material de consumo | Insumos das oficinas, prototipagem das cadeias da bioeconomia, papelaria técnica | 480.000 | 3,6% |
| SUBTOTAL TÉCNICO (88%) | 13.200.000 | 100,0% | |
| DOA Fundação (12% sobre total do convênio) · taxa de gestão da fundação de apoio executora (FUA/UFAM ou equivalente) — administração financeira, prestação de contas, suporte jurídico-contábil | 1.800.000 | +12,0% do total | |
| PARCELA DO CONVÊNIO · Componentes 01–05 (Cenário Integral) | 15.000.000 | % bloco | |
7.3 Plano de aplicação · Componente 06 — Infraestrutura Resiliente
O orçamento adicional do Componente 06 dimensiona a engenharia civil sustentável (gestão técnica de infraestrutura municipal e implantação das 16 unidades de produção solo-cimento) como bloco apartado, sem onerar a matriz original dos componentes 01–05. A logística amazônica responde pela maior parte da inflação de custo: o transporte de insumos pesados entre municípios eleva proporcionalmente as rubricas de equipamento, frete e diárias frente a um projeto urbano equivalente.
| Rubrica (CNPq/FAPEAM) | Aplicação | Mínimo | Médio | Integral |
|---|---|---|---|---|
| Bolsas e mentoria (PF) | Equipe técnica e de gestão (engenharia civil, tecnologia social, suporte municipal) | 250.000 | 400.000 | 750.000 |
| Serviços de terceiros (PJ) | Logística, transporte e frete de materiais, ferramentas e equipamentos | 20.000 | 30.000 | 40.000 |
| Equipamento permanente (capital) | 16 kits completos de produção solo-cimento (prensas, betoneiras, balanças) + equipamento permanente local | 250.000 | 480.000 | 750.000 |
| Diárias e passagens | Logística intermunicipal amazônica (peso elevado vs. projeto urbano) | 100.000 | 200.000 | 300.000 |
| Material de consumo | Insumos das oficinas, materiais didáticos para os Cadernos de Soluções Técnicas | 20.000 | 40.000 | 60.000 |
| SUBTOTAL TÉCNICO · COMPONENTE 06 | 640.000 | 1.150.000 | 1.900.000 | |
7.4 Aplicação consolidada nos três cenários
| Bloco | Mínimo (R$ 3,93 mi) | Médio (R$ 11,31 mi) | Integral (R$ 17,16 mi) |
|---|---|---|---|
| Bolsas e mentoria (PF) — incl. 3 coord. locais + equipe Comp. 06 | 1.146.000 | 3.080.000 | 4.770.000 |
| Serviços de terceiros (PJ) | 370.000 | 1.150.000 | 1.720.000 |
| Equipamento permanente (capital) — incl. 16 kits solo-cimento | 600.000 | 1.600.000 | 2.430.000 |
| Diárias e passagens | 450.000 | 1.320.000 | 1.980.000 |
| Auxílio financeiro a empreendedores (15% da matriz original) | 420.000 | 1.320.000 | 1.980.000 |
| Capacitação e eventos | 200.000 | 640.000 | 960.000 |
| Reserva técnica e administração | 150.000 | 480.000 | 720.000 |
| Material de consumo | 120.000 | 360.000 | 540.000 |
| Subtotal técnico (88%) | 3.456.000 | 9.950.000 | 15.100.000 |
| DOA Fundação (12% sobre total do convênio) | 471.273 | 1.356.818 | 2.059.091 |
| TOTAL DO CONVÊNIO | 3.927.273 | 11.306.818 | 17.159.091 |
8. Perguntas Antecipadas
Antecipando questionamentos típicos da instrução técnica federal.
9. O Pedido ao MGI
Apoio financeiro e institucional para escalar o microcosmo de inovação ao longo da BR-319 sob coordenação UFAM.
A Universidade Federal do Amazonas, com apoio da INPACTAS, da Hero Amazonia, da Protec e da SEMCTI Benjamin Constant, solicita ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos a avaliação do Projeto Microcosmos de Inovação BR-319 para fomento dentro das suas linhas de apoio a governos municipais, inovação em serviços públicos e fortalecimento de capacidades institucionais.
- Aporte financeiro segundo um dos três cenários — R$ 3,93 mi (mínimo) / R$ 11,31 mi (médio) / R$ 17,16 mi (integral — recomendado). Valores incluem taxa de gestão da Fundação (DOA 12%) e o Componente 06 — Infraestrutura Resiliente e Tecnologias Sociais (engenharia civil sustentável).
- Validação técnica da metodologia Microcosmos como modelo replicável para outros eixos rodoviários amazônicos.
- Articulação com programas do MGI de modernização municipal e governo digital, integrando a rede de microcosmos às plataformas federais.
- Reconhecimento do eixo BR-319 como território prioritário de inovação pública amazônica na agenda do Ministério.